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COMUNICADO DE IMPRENSA
11 de outubro de 2005
Defensor sírio dos Direitos Humanos recebe o
Prêmio Martin Ennals 2005

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Aktham Naisse, Presidente dos Comitês para a Defesa das Liberdades
Democráticas e Direitos Humanos na Síria é o vencedor do Prêmio
Martin Ennals para Defensores dos Direitos Humanos em 2005
(MEA).
Na quarta-feira, dia 12 de outubro de 2005, às 17 horas, Aktham
Naisse receberá o Prêmio das mãos de Louise Arbour, Alta Comissária
da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante
cerimônia no « Bâtiment des Forces Motrices » em Genebra, durante
o Festival Internacional de Mídia Norte-Sul.
O Presidente do Júri, Hans Thoolen, declarou que Aktham
Naisse “é extraordinário exemplo de um homem que continua
a luta pelos direitos fundamentais apesar de constantes assédios
e ameaças.” Ele é o digno representante da luta pelos direitos humanos
na Síria, na qual esteve envolvido pelos últimos 30 anos. Ele é
um dos fundadores dos Comitês para a Defesa das Liberdades Democráticas
e Direitos Humanos na Síria, criado em 1989, e da publicação “Saw
al-Dimokratiyyah” (a Voz da Democracia); escreveu diversos artigos
e foi corajosamente porta-voz de sua causa em fóruns nacionais,
regionais e internacionais. Foi preso seis vezes por exigir publicamente
o respeito dos direitos humanos. Recentemente, Aktham Naisse esteve
acusado de “oposição aos objetivos da revolução” e “disseminação
de informações com o objetivo de enfraquecer o Estado”, estando
sujeito a pena de 15 anos de prisão. Graças à pressão internacional
ele foi finalmente inocentado em 26 de junho de 2005 pela Corte
Suprema de Segurança do Estado. Alguns dias antes de seu julgamento,
Aktham Naisse escreveu para a Fundação Martin Ennals: “Eu me sinto
mais motivado e feliz por saber que há pessoas interessadas em nosso
problema, pessoas que se importam conosco e que nos dão apoio em
nossa luta pelos direitos humanos. Estou particularmente emocionado
pois sei que nós não somos os únicos a combater as violações dos
direitos humanos.”
Uma colaboração única entre onze das mais importantes organizações
não governamentais de direitos humanos faz do MEA o maior
prêmio do movimento de direitos humanos. O JÚRI
é composto por: Amnistia Internacional, Human Rights Watch, Human
Rights First, International Federation for Human Rights, Organização
Mundial Contra a Tortura, Comissão Internacional de Juristas, German
Diakonie, International Service for Human Rights, International
Alert, HURIDOCS e DCI.
O MEA conta com um comitê de apoio internacional
que inclui Asma Jahangir, Barbara Hendricks, José Ramos-Horta, Adama
Dieng, Leandro Despouy, Robert Fulghum e Theo van Boven.
Os laureados dos anos anteriores são: Lida Yusupova,
Rússia (2004); Alirio Uribe Muñoz, Colômbia (2003); Jacqueline Moudeina,
Chade (2002); Peace Brigades International (2001); Immaculée Birhaheka,
RD Congo (2000); Natasa Kandic, Iugoslávia (1999); Eyad El Sarraj,
Palestina (1998); Samuel Ruiz García, México (1997); Clement Nwankwo,
Nigéria (1996); Asma Jahangir, Paquistão (1995); Harry Wu, China
(1994).
Para outras informações a respeito do MEA, favor
entrar em contato com Luís Marreiros, Coordenador, +41 22 809 4925
marreiros@martinennalsaward.org
ou consulte o site www.martinennalsaward.org
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